Construir, proteger, defender.
Quase tudo o que faço gira em torno destes três verbos. Venho da implementação em cloud e da administração de sistemas, por isso comecei por aprender a montar infraestrutura (arquiteturas de microsserviços em AWS e Azure, bases de dados, cache, orquestração com Kubernetes) e a automatizá-la com pipelines de CI/CD no GitHub e no GitLab.
A especialização em cibersegurança encaminhou essa prática para a abordagem DevSecOps: colocar os controlos dentro do próprio ciclo de desenvolvimento, com análise de código, verificação de dependências e revisão de contentores antes de qualquer coisa chegar a produção.
Depois aprendi a defender aquilo que tinha construído.
Montei ambientes de Blue Team completos: SIEM com Wazuh e as respetivas regras de deteção, automatização de resposta através de SOAR, firewalls OPNsense, EDR e VPN, além de honeypots expostos à internet. Vir da administração de sistemas dá-me vantagem aqui: quem sabe qual é o aspeto de uma máquina saudável deteta muito mais cedo o que foge à norma.
Mas o que realmente me prende é o que acontece depois do ataque.
O meu honeypot recebe tentativas de intrusão reais todos os dias, e cada uma deixa um rasto que é preciso reconstruir: por onde entrou, que comandos executou, o que descarregou e até onde chegou. Para isso apoio-me na análise de memória e no modelo MITRE ATT&CK, que me permite classificar cada movimento segundo táticas e técnicas conhecidas.
E o que daí sai não fica no laboratório: reporto os endereços IP atacantes e envio as amostras de malware para as plataformas públicas de informação sobre ameaças, incluindo vários binários que nenhum motor antivírus tinha registado antes.
Na verdade...
Última formaçãoAdvanced Vocational Training Specialization Course on Cybersecurity in Information Technology Environments (EQF 5C)
Formação anteriorHigher Technician in Computer Network Systems Management (EQF 5)
FocoDFIR, SOC, Infraestrutura segura
IdiomasEspanhol nativoBúlgaro nativoInglês C1-C2Francês A1Russo A1